Dossiê — Trânsito: plano nacional com baixa adesão, dados frágeis e recursos sem rastreabilidade

DOSSIÊ DOCUMENTAL

Trânsito: Pnatrans, adesão, dados e recursos

O Pnatrans pretende reduzir em pelo menos 50% o índice de mortes no trânsito até 2030. Em 2026, o TCU registrou baixa participação de entes federativos, fragilidades de monitoramento e dificuldades de rastrear recursos e resultados.

O tamanho da divergência

  • Apenas 60 dos 5.570 municípios registravam ações relacionadas ao Pnatrans no sistema de monitoramento.
  • Somente 8 dos 27 Conselhos Estaduais de Trânsito enviaram em 2025 os relatórios previstos.
  • O plano não possuía processo estruturado de gestão de riscos.
  • Os dados nacionais apresentavam diferenças de conceitos, registros e procedimentos, comprometendo comparabilidade.
  • Não havia mecanismo padronizado para consolidar e relacionar os recursos destinados à segurança viária às ações e metas do plano.

Fonte oficial · TCU · 15/07/2026

Dados complementares

Segundo o TCU, o plano tem potencial de salvar até 86 mil vidas entre 2021 e 2030, com economia social estimada em R$ 260 bilhões.

O Pnatrans foi instituído em 2018. A auditoria de 2026 examinou sua implementação, coordenação, monitoramento, qualidade dos dados e rastreabilidade dos recursos.