
ARQUIVO HISTÓRICO · DOSSIÊS E PAUTAS
Arquivo Histórico
Um arquivo de episódios, políticas, obras, crises e narrativas que passaram por reconstrução documental — e um radar para novas pautas quando surgirem.
Regra central: toda nova pauta começa como hipótese de apuração, não como culpa, irregularidade ou responsabilidade comprovada. Quando a cadeia documental é suficiente, ela é promovida a dossiê; se a hipótese inicial não se sustenta, isso também é registrado.
Fluxo editorial: pauta → fontes primárias → cronologia → contraditório → execução/resultado → decisões posteriores → dossiê, limitação, refutação ou arquivamento.
PORTAL · 65 DOSSIÊS PUBLICADOS
Arquivo documental consolidado
A área de Investigações reúne atualmente 65 dossiês publicados, todos com pelo menos uma pessoa do PT identificada documentalmente no caso, na política ou na decisão examinada.
Os ciclos históricos continuam preservados abaixo como organização editorial da pesquisa. Dossiês sem pessoa do PT identificada entre os envolvidos foram retirados da publicação para manter o foco do portal.
O bloco “Envolvidos” permanece como critério central: identifica pessoas, órgãos e instituições com vínculo documental relevante e registra o desfecho quando aplicável.
Total atual: 65 dossiês publicados. Atualização: 16/10/2026.
FILA PRIORITÁRIA · SEGUNDO CICLO CONCLUÍDO
Segundo ciclo de apuração — 5 de 5 publicados
O segundo ciclo reuniu estatais, financiamento público, infraestrutura e uma controvérsia constitucional. Os cinco casos possuem dossiês publicados com documentação primária, separação de responsabilidades e registro de decisões posteriores.
- Sete Brasil / Projeto Sondas
- JBS e BNDESPar
- Transnordestina
- Trem-bala Rio–São Paulo–Campinas / TAV
- Impeachment de Dilma Rousseff / pedaladas fiscais
Terceiro ciclo: concluído com quatro dossiês mantidos após o filtro de vínculo pessoal com integrantes do PT.
FILA PRIORITÁRIA · TERCEIRO CICLO CONCLUÍDO
Terceiro ciclo de apuração — 4 de 4 publicados
Quatro temas permanecem publicados após a aplicação do critério de vínculo documental relevante com integrantes do PT.
- Oi/Telemar e BNDES
- Waldomiro Diniz, GTech/CEF e CPI dos Bingos
- Palocci, Francenildo e Caixa
- Transpetro / PROMEF
Situação editorial: terceiro e quarto ciclos encerrados. O conjunto completo de Investigações soma atualmente 65 dossiês publicados.
FILA PRIORITÁRIA · QUARTO CICLO CONCLUÍDO
Quarto ciclo de apuração — 5 de 5 publicados
O quarto ciclo reuniu uma cooperativa habitacional e quatro crises ministeriais ou administrativas. Os cinco casos foram consolidados em dossiês com fontes primárias, contraditório, responsabilizações individualizadas e lacunas documentais explicitadas.
- Bancoop. Cooperados e empreendimentos, transferências à OAS, responsabilidade civil, números financeiros, acusações criminais, absolvições e lacunas documentais.
- Operação Voucher / Ministério do Turismo. Convênios com o Ibrasi, prisões cautelares, quatro ações penais, decisões do TCU, prescrições e lacunas processuais até 2026.
- Ministério dos Transportes e DNIT em 2011. Contratos questionados, auditorias, afastamentos, arquivamentos e responsabilizações posteriores.
- Wagner Rossi / Ministério da Agricultura. Conab, Fundasp, lobby, auditorias, indiciamento, improbidade e lacunas processuais documentadas.
- Carlos Lupi / Ministério do Trabalho. ONGs, convênios, denúncias, viagem em aeronave particular, Comissão de Ética e desfechos judiciais.
Situação editorial: quarto ciclo encerrado. Pautas posteriores como Mário Negromonte e nomeações políticas em estatais também já foram convertidas em dossiês e aparecem nas seções temáticas abaixo.
Atualização: 16/10/2026.
Crises políticas, corrupção e controle institucional
- Waldomiro Diniz, GTech/CEF e CPI dos Bingos. Separa a gravação da Loterj, a renovação GTech/CEF, conclusões da CPI, movimentações financeiras, decisões do TCU, improbidade e processos criminais, com as lacunas documentais explicitadas.
- Palocci, Francenildo e Caixa. Reconstrói o depoimento à CPI, a quebra ilegal do sigilo bancário, a sindicância interna da Caixa, a decisão do STF sobre Palocci, a responsabilidade civil da instituição e a situação processual de Jorge Mattoso.
- Mensalão / Ação Penal 470. Separa denúncia, prova, condenações, absolvições, prescrição, recursos e a narrativa de que teria sido apenas “caixa dois”.
- Operação Sanguessuga / Máfia das Ambulâncias. Fraudes em convênios e licitações para ambulâncias, atuação da Planam, emendas parlamentares, prejuízos apontados pela CGU, CPMI, responsabilizações e condenações posteriores.
- Prisão de Lula no caso tríplex: da condenação ao arquivamento. Reconstrói a condenação de 2017, confirmação pelo TRF4, prisão em 2018, redução da pena pelo STJ, soltura em 2019, anulação das condenações, suspeição de Sergio Moro e arquivamento por prescrição em 2022.
- Bancoop. Cooperados e empreendimentos, transferências à OAS, responsabilidade civil, mapa financeiro, acusações criminais estaduais, absolvições e lacunas societárias e patrimoniais.
- Operação Voucher / Ministério do Turismo. Convênios do Ministério do Turismo com o Ibrasi, prisões cautelares, quatro ações penais, irregularidades reconhecidas pelo TCU, prescrições e lacunas processuais até 2026.
- Ministério dos Transportes e DNIT em 2011. Crise administrativa, auditorias da CGU, afastamentos, arquivamentos e responsabilizações posteriores individualizadas.
- Wagner Rossi / Ministério da Agricultura. Conab, Fundasp, lobby, auditorias da CGU, restituição de recursos, indiciamento policial, ação de improbidade e lacunas processuais documentadas.
- Carlos Lupi / Ministério do Trabalho. ONGs e convênios, denúncias atribuídas a assessores, viagem em aeronave particular, Comissão de Ética e desfechos judiciais.
- Mário Negromonte / Ministério das Cidades. Denúncias políticas de 2011, VLT de Cuiabá, saída do ministério, denúncia criminal do SIMRAV e limites documentais do processo.
- Nomeações políticas em estatais: indicações, governança, riscos e controles. Correios, Petrobras, critérios de indicação, Lei das Estatais, decisão do STF e evolução dos controles do TCU, preservando a distinção entre apoio político e irregularidade comprovada.
Estatais, fundos, grandes empresas e investimentos públicos
- Petrobras — Pasadena. Aquisição, governança, cláusulas, valores e decisões posteriores.
- Refinarias Premium I e II. Investimentos, baixa contábil, cancelamento e decisões do TCU.
- Petroquímica Suape / Citepe. Investimento/orçamento, déficits operacionais, impairments, auditorias, venda à Alpek e responsabilizações administrativas.
- Estaleiro Atlântico Sul. FMM/BNDES, PROMEF, navios entregues e cancelados, Sete Brasil, créditos e recuperação judicial.
- Sete Brasil / Projeto Sondas. Sondas, riscos, aportes, garantias e responsabilizações.
- Transpetro / PROMEF. Navios, atrasos, cancelamentos, impairment e acusações em contratos específicos.
- FI-FGTS. Governança, desempenho agregado, Operação Sépsis, anulação da ação penal federal, auditorias de investimentos e responsabilização administrativa.
- JBS e BNDESPar. Crédito, aportes, internacionalização, auditorias e retorno financeiro.
- Oi/Telemar e BNDES. Reestruturação, crédito, riscos e desfecho empresarial.
- Gamecorp e Telemar. Investimento inicial, decisão do Cade, relação comercial, mudança regulatória de 2008, investigações do MPF, Operação Mapa da Mina, contraponto da Oi e arquivamentos posteriores.
Grandes obras, infraestrutura e anúncios públicos
- Transnordestina. Cronograma original, revisões de custo, recursos públicos e privados, decisões do TCU, devolução de Salgueiro–Suape, operação parcial e situação física até outubro de 2026.
- Trem-bala Rio–São Paulo–Campinas / TAV. Estudos, custos estimados, garantia e financiamento público potencial, leilão vazio, gastos preparatórios, ETAV/EPL e distinção do novo projeto privado autorizado em 2023.
- Copa de 2014 — estádios, mobilidade, aeroportos e legado. Financiamento das arenas, obras retiradas ou atrasadas, responsabilidades federais, estaduais e municipais e situação posterior dos projetos.
- Teleféricos do PAC — Complexo do Alemão e Providência. Implantação, uso, custos, paralisações prolongadas, manutenção e retomadas.
- Pré-sal, autossuficiência e indústria nacional. Produção, conteúdo local, indústria naval, arrecadação, emprego e limites da narrativa do “passaporte para o futuro”.
- BNDES, FGE e obras no exterior. Exportação de serviços, crédito ao importador, garantias, inadimplência e risco público.
Economia, programas públicos e avaliação de resultados
- Nova Matriz Econômica. Juros, crédito público, desonerações, preços administrados, investimento e diferentes interpretações sobre a recessão.
- Conta de luz / MP 579. Redução tarifária de 2013, renovação de concessões, CDE, Conta-ACR e custos posteriormente incorporados às tarifas.
- “Autossuficiência em petróleo” — TEMA INCORPORADO AO DOSSIÊ DO PRÉ-SAL. Conceito estatístico usado em 2006 e explicação para a continuidade de importações de determinados petróleos e derivados.
- Ciência sem Fronteiras. 101 mil bolsas, desenho, concentração na graduação, acompanhamento e resultados heterogêneos.
- FIES. Expansão acelerada, custo fiscal, planejamento, mensalidades, controles e inadimplência.
- Pronatec. Matrículas, gasto, evasão, falhas de monitoramento e evidências de empregabilidade.
- “Pátria Educadora”. Prioridade declarada, ajuste fiscal, contingenciamento e execução educacional em 2015–2016.
- Bolsa Família — origens e unificação. Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Auxílio-Gás, PNAA, Cadastro Único, criação do programa unificado e expansão.
- Luz para Todos — origens. Antecedentes no Luz no Campo, diferenças de financiamento, escala e universalização.
- Política de “campeãs nacionais”. BNDES/BNDESPar, consolidação empresarial, internacionalização, concentração, risco e retorno.
Narrativas políticas x documentos
Nesta seção, a pauta não parte da premissa de que a frase é verdadeira ou falsa. O objetivo é identificar quem disse, quando, em qual contexto e o que os documentos posteriores permitem concluir.
- “Mensalão era caixa dois”. Comparação da narrativa política com as imputações e decisões da Ação Penal 470.
- “Impeachment foi golpe”. Rito constitucional, decisões do STF, perícia, acusação, defesa, votação e julgamento no Senado.
- “Pedaladas eram prática comum”. Plano Safra, posição do TCU, debate sobre prática anterior, autoria, dolo e jurisprudência.
- “A crise veio de fora”. Choques externos, desaceleração doméstica, política econômica e ajuste de 2015.
- “Não vamos mexer nos direitos dos trabalhadores”. Campanha de 2014 comparada às MPs 664 e 665 e às leis aprovadas em 2015.
- “Marolinha”. Choque da crise de 2008, PIB de 2009, medidas anticíclicas e recuperação de 2010.
- “Copa das Copas”. Execução do evento, promessas de legado, mobilidade, financiamento das arenas, custos e uso posterior.
- “Pré-sal: passaporte para o futuro” — TEMA INCORPORADO AO DOSSIÊ DO PRÉ-SAL. Produção, arrecadação, educação, indústria, conteúdo local e emprego.
- “Caixa-preta do BNDES”. Sigilo, fiscalização do TCU, decisão do STF, abertura posterior de dados e limites legais de transparência.
Política externa, financiamento internacional e prioridades
- BNDES, FGE, exportação de serviços e obras no exterior. Mecanismo de financiamento, empresas exportadoras, garantias, inadimplência e risco público.
- Cuba e Porto de Mariel. US$ 656 milhões em desembolsos, funcionamento do crédito à exportação, FGE, inadimplência e análise do TCU.
- Venezuela, eleições de 2024 e democracia. Processo eleitoral, reconhecimento internacional, posição brasileira e crise democrática.
- Angola e BNDES. US$ 3,27 bilhões em exportações de engenharia, projetos, garantias e situação de pagamento até março de 2026.
- Moçambique — fábrica de medicamentos e recursos brasileiros. Cooperação, financiamento, execução e desfechos documentados.
- Doações, cooperação e reconstrução internacional — COBERTURA DISTRIBUÍDA ENTRE DOSSIÊS. Ver também Haiti, Moçambique e BNDES/FGE e obras no exterior.
- Relações com governos e regimes contestados — COBERTURA DISTRIBUÍDA. Os dossiês de Venezuela, Cuba e Angola separam relações diplomáticas, mecanismos financeiros e evidência documental, sem inferir afinidade ideológica como causa de uma operação financeira sem prova.
Você se lembra disso?
Atalhos para os dossiês que nasceram desta fila histórica. Os itens abaixo já possuem investigação publicada.
Critério para promoção a dossiê
- vínculo documental relevante com pelo menos uma pessoa integrante do PT, identificando qual foi sua função, decisão, participação, acusação ou outro vínculo verificável com o tema;
- fonte primária que identifique o fato ou ato;
- cronologia verificável;
- valor, contrato, decisão ou execução quando o tema envolver dinheiro público;
- posição dos acusados, responsáveis ou instituições envolvidas;
- decisões do TCU, CGU, Judiciário, Ministério Público, Congresso ou órgão competente quando existirem;
- separação entre participação política ou institucional, denúncia, indício, irregularidade administrativa, ilícito comprovado e absolvição/arquivamento;
- registro de correções quando a investigação contrariar a hipótese inicial.
Regra de atribuição: a simples presença de uma pessoa do PT em um governo, órgão ou período histórico não prova irregularidade. O dossiê deve explicar documentalmente por que aquela pessoa está relacionada ao assunto e qual é o alcance real desse vínculo.
Objetivo: manter o portal focado em fatos relacionados ao PT sem transformar associação política, cargo público ou contexto histórico em prova de responsabilidade pessoal.